quarta-feira, 7 de novembro de 2012


" E HÁ QUE SE CUIDAR DO BROTO"


 
Ao primeiro olhar, a comunidade rural de Santo André não tem nada de atrativo, mas, durante os dia 02 e 03 de novembro, teve seu cenário ligeiramente modificado pela presença multicor das pipas confeccionadas pelas crianças da localidade.
 

Santo André fica na região do Cocal, no município de Brotas de Macaúbas/BA (semiárido nordestino), distante cerca de 620 Km da capital baiana. Sua população vive exclusivamente da agricultura familiar e padece, como em boa parte do semiárido, com o fenômeno da estiagem prolongada.
 

Coincidentemente, esta atividade psicopedagógica (um pequeno festival de pipas), que intitulei de " E há que se cuidar do broto", foi marcada pelo início do retorno da chuvas. A seca na região já perdurava por mais de dez meses, provocando o êxodo rural de muitos pais e mães de família, que se viram obrigados a buscar outras oportunidades de trabalho em grandes capitais, como uma forma de garantir a manutenção de seus filhos e pais (avós cuidadores).

A concentração... Os olhares evidenciam a ansiedade pelo início das atividades

Este trabalho psicopedagógico tem ressonância nas palavras de Paulo Freire: "Aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser"
 
A preparação... dando início às atividades...
Aprendendo a aprender...
Aprendendo a fazer...
O propósito residiu em resgatar a autoestima destas crianças através do lúdico, do prazer de brincar.
 
Aprendendo a conviver...
 
Brincando a criança se socializa, enriquecendo suas vivências com os outros, valorizando seu espaço e se sentindo nele inserida.
 
"Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção." Paulo Freire

Através do brincar livre e criativo, a criança aprende que pode ser livre.
 
"Voa, voa minha liberdade..."
E aprende a ser...
simplesmente criança

Recompensado: assim me defino ao concluir mais esta atividade.


Como foi gratificante ver o brilho estampado no olhar de cada criança.


"Afinal, minha presença no mundo não é a de quem a ele se adapta, mas a de quem nele se insere. É a posição de quem luta para não ser apenas objeto, mas também sujeito da história." Paulo Freire